E se desta vez começássemos ao contrário?
- Ana Read

- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de jan.

Aos seus lugares...prontos...partida
E lá vamos nós, com a alma cheia de ideias, promessas de rotinas supra-humanas e um confiante "este ano é que é!"
A agenda cheia e os objetivos muito claros, sai todo um planeamento alinhado com os meses que virão. E eis que chegamos a março, com algumas cedências e o corpo cansado. Levamos sempre a mente à frente do corpo, e o pobre que se aguente, que se esforce só mais e mais um bocadinho.
E se desta vez começassemos ao contrário? e em vez de perguntarmos "o que tenho que fazer este ano?" a pergunta fosse outra: "Como quero sentir-me enquanto faço'"
O futuro não acelera, abranda
As nossas agendas ainda não compreenderam aquilo que o nosso corpo e mente já descobriram. Bem-estar não é sobre fazer mais, é sobre fazer diferente.
Durante muito tempo o bem -estar foi encarado como um luxo, um extra a que nos podemos dedicar, se e apenas, sobrar aquele tempinho extra.
Acontece que numa sociedade hiperconectada como a nossa, em que o excesso de tudo é a norma, não sobra muito tempo, pois não?
Esta tendência está a mudar, cada vez mais pessoas sentem o impacto real de não abrandar e estar sempre conectado.
Prevê-se uma mudança de paradigma. Menos aceleração mais regulação. Menos estímulo, mais presença.
6 tendências de wellbeing para 2026
Autocuidado regulador
As rotinas de bem-estar deixam de ser mais uma tarefa para cumprir. Cresce a procura por práticas que regulam o sistema nervoso, em vez de o estimular ainda mais.
Sono, respiração, ritmo, pausas conscientes e contacto com a natureza tornam-se pilares centrais.
Detox digital como necessidade, não luxo
O cansaço digital deixou de ser invisível.Em 2026, o detox digital surge como resposta direta à sobrecarga cognitiva e emocional. Não se trata de rejeitar a tecnologia, mas de redefinir a relação com ela. Tempos offline e experiências analógicas ganham cada vez mais relevância no bem-estar diário.
O corpo no centro das decisões
O corpo volta a ser fonte de informação. Sinais como fadiga, tensão, irritabilidade ou falta de clareza deixam de ser ignorados. Práticas somáticas, movimento consciente e escuta corporal tornam-se ferramentas-chave para decisões mais alinhadas, na vida pessoal e nos contextos profissionais.
Conexão com a natureza como base do bem-estar
A natureza deixa de ser vista apenas como um cenário e passa a ser reconhecida como um importante agente de prevenção da saúde. Em 2026 cresce a integração consciente da natureza em práticas de saúde, educação, liderança, turismo e bem-estar. Não como fuga, mas como regresso ao ritmo natural.
Bem-estar coletivo e relacional
O foco exclusivo no indivíduo começa a dar lugar a abordagens mais comunitárias. O bem-estar é cada vez mais entendido como algo que se constrói em relação — com os outros, com os espaços e com o ambiente. Grupos pequenos, experiências partilhadas e contextos seguros ganham importância num mundo cada vez mais dividido.
Menos promessas rápidas, processos mais profundos
As soluções rápidas perdem força. Em contrapartida, cresce o valor de processos consistentes, bem acompanhados e sustentáveis no tempo. O wellbeing de 2026 não promete milagres, propõe coerência, ritmo e presença.
Começemos então o ano pelo corpo, pelo ritmo e pela presença e tudo o resto organiza-se a partir daí.
E quem sabe este é o ano em que a magia acontece.





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